Garrafeira do Caderno
Garrafeira do Caderno: o que vale a garrafa
Provados por quem bebe muito e entende pouco. Só falamos do que é bom.
Esta seção nasceu à mesa, como devem nascer as seções de vinho. As regras são as mesmas do resto do Caderno: só falamos do que é bom — do que não vale a pena, não se fala. Só entra aqui o que provamos nós mesmos. Não damos nota nem fazemos ranking. E o selo não se vende: nenhum produtor ou loja paga para aparecer.
Cada vinho leva um de dois selos: Selecionado pelo Caderno, quando recomendamos, e Escolha do Caderno, quando é daqueles que voltaríamos a pagar sem pensar. Para cada um dizemos o preço de referência, com a data em que o consultamos, e onde comprar em Portugal e no Brasil.
Começamos pelo Alentejo e seguimos para a Espanha: Rioja e Ribera del Duero.
Alentejo
Tiro no Escuro Lote 3: o branco alentejano que pagaríamos de novo sem pensar
O branco alentejano de 2.300 garrafas, predominantemente Viognier, que dois leigos pagariam de novo sem pensar. €85 em Portugal (set. 2026).
Ler →Pêra-Manca 2011: o vinho que não se faz todos os anos
O tinto que a Fundação Eugénio de Almeida só faz nos anos que considera à altura: treze colheitas em vinte e dois anos. R$ 5.299 em São Paulo (set. 2026).
Ler →Rioja
Roda I Blanco 2021: o branco da Rioja que brilhou sozinho em Málaga
O branco de guarda da Bodegas Roda, quase só Viura, que bebemos em Málaga e que brilhou mais do que o presunto. €65,90 em Portugal (set. 2026).
Ler →Ribera del Duero
Vega Sicilia Único 2015: o tinto que casou na perfeição com o cordeiro
O tinto da Vega Sicilia, 96% Tinto Fino e dez anos até a garrafa, que casou na perfeição com o cordeiro em Málaga. €439,90 em Portugal, R$ 9.327 em São Paulo (set. 2026).
Ler →Highland
Macallan 18 Double Cask: o único em que não houve discussão
O 18 anos de dois carvalhos que bebemos na Oscar Freire — e o único em que os dois provadores concordaram. €420 em Portugal (set. 2026), mais do dobro no Brasil.
Ler →Kentucky
Michter’s US★1: as quatro garrafas da gama, e o que separa cada uma
Bourbon, Rye, Sour Mash e Unblended American: o que muda de uma para a outra, o que o «EST. 1753» quer mesmo dizer, e por que a mesma garrafa custa três vezes mais no Brasil do que na Europa.
Ler →Aprecie com moderação. Proibido para menores de 18 anos.
Os fatos de cada vinho têm fonte na página do próprio vinho.